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Em crise em vários países do mundo, L’Occitane continua a avançar na Ásia

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A varejista de beleza L’Occitane, listada na bolsa de valores de Hong Kong, está ajustando suas prioridades. Mesmo se conseguir reverter as perdas dos últimos nove meses de 2020 (o faturamento líquido caiu US$ 1,44 bilhão entre abril e dezembro), a empresa precisa lidar com as dúvidas sobre o destino de suas 1.600 lojas próprias em todo o mundo (das marcas L’Occitane, Banners Erborian, LimeLife e Elemis).

A pandemia de Covid-19 e a migração dos consumidores para o comércio eletrônico resultaram no fechamento de 10% das unidades da  L’Occitane no Planeta até o final de dezembro de 2020. No Brasil, a empresa anunciou recentemente o fechamento de 12% das 318 lojas.

Nos Estados Unidos, onde o aluguel de 166 lojas custa anualmente US$ 30,29 milhões, a subsidiária pediu recuperação judicial. As vendas online agora correspondem a quase 50% do negócio da empresa naquele país. Segundo o CEO da empresa no país, Yann Tanini, a pandemia forçou a L’Occitane a “enfrentar agressivamente a lacuna cada vez maior entre as receitas do varejo físico e as obrigações substanciais de aluguel que não refletem mais a realidade de o mercado”.

Outra lição importante obtida na pandemia é que a Ásia tende a se tornar um mercado cada vez mais importante para a empresa. Entre abril e dezembro de 2020, as vendas líquidas em China aumentaram 29%, para US$ 239,90 milhões. Nos Estados Unidos, considerando o mesmo período, elas caíram 12%, para US$ 241,11 milhões.

De acordo com para Reinold Geiger, presidente do grupo, a nomeação de Yves Blouin como CEO ilustra este novo foco asiático. Yves Blouin tem extensa experiência em beleza premium, com vários cargos de gestão geral na Chanel no Sudeste Asiático, China e Japão.

Em Hong Kong, a L’Occitane abriu a primeira loja-conceito sustentável, a “Mega” (Make Earth Green Again, ou Faça a Terra Verde Novamente) no final de janeiro. Os clientes podem deixar na unidade embalagens vazias de produtos da marca. A L’Occitane assinou uma parceria com a Plastic Ocean Foundation para reciclar o plástico recuperado.
Imagem: Divulgação
22/02/2021

Autor(a)
Redação