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brBeneficiada em licitações da BR-364, Construmil faz pedido de recuperação judicial.

Responsável por parte dos lotes em que foi dividida a construção da BR-364, a Construmil anunciou o encerramento de suas atividades. A notícia pegou funcionários, fornecedores e o próprio governo de surpresa. A Ira dos fornecedores ficou maior depois da descoberta de que o Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre), repassou, na semana passada, R$ 8 milhões para a empresa.

Durante o asfaltamento da BR364, a Construmil foi uma das principais empresas. Ela esteve presente e ganhou em todas as licitações.Trabalhou nos trechos da rodovia entre Feijó e Tarauacá, e depois de ganhar muito dinheiro no Estado pode deixar um débito até R$ 20 milhões.Desde dezembro os funcionários estão sendo demitidos. Quem ficou responsável pela empresa no Acre está de férias ou na sede em Goiânia, Goiás.

O diretor de Deracre, Marcos Alexandre, informou que a empresa está em processo de recuperação judicial, quando é feito um acordo com os credores para que as dívidas sejam sanadas por etapa.Segundo ele, os fornecedores do Acre ainda não foram informados, mas brevemente vão receber representantes da empresa. Alexandre disse, ainda, que o débito da Construmil não ultrapassa R$ 4 milhões.


Os empresários acreanos já estão de olhos em dezenas de máquinas e equipamentos da construtora que estão estacionados em Sena Madureira. A venda daria para sanar os débitos. A questão é que alguns tratores são alugados e não podem ser usados para abater dívidas.


Outro prejuízo que a empresa pode dar ao Estado, e deixar de fazer a manutenção do trecho da BR onde trabalhou. No contrato, as empreiteiras são obrigadas a dar manutenção na rodovia por um prazo de cinco anos. Marcos Alexandre defendeu a Construmil alegando que existe um seguro, que foi pago pela empresa. Assim que um trecho apresentar um problema eles acionam o seguro.

A direção do Deracre informou que a Procuradoria do Estado vai monitorar os contratos. A empreiteira ainda mantém três contratos com o governo: Dois trechos entre Feijó e Tarauacá e a restauração de uma área depois de Tarauacá.
Em abril seriam retomadas as obras, com a saída da Construmil, outra empresa será chamada. De acordo com o governo, o Deracre fez os pagamentos da obras realizadas, e negou que recursos foram adiantados para a Construmil.

Autor: Adailson Oliveira

Fonte: http://agazeta.net (08/02/2012)

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