
Assembleia Geral Ordinária

Jurisprudência na Lei 11.101/05

One Day Seminar Rio de Janeiro

Mesa-redonda: utilização de fundos de investimento no suporte à reestruturação



Reunião do Conselho de Administração

Reestruturacao com instrumento de mercado de capitais

Reunião do
Comitê de Gestão e Finanças
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III Congresso TMA Brasil
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ArtigoRestructuringO desafio da gestão de caixaEm épocas de abstinência de crédito, o gerenciamento correto do fluxo de caixa torna-se um imperativo para a reestruturação das empresas por Salvatore Milanese, André Schwartzman e Eoin Connaughton Pela ótica macroeconômica, o Brasil vem se saindo bem da crise financeira global. Os fundamentos da economia brasileira mantiveram-se com indicadores sólidos. Entretanto, um olhar atento voltado à microeconomia sinaliza as realidades diferentes enfrentadas pelas empresas. Até porque, ainda que algumas organizações não tenham tido negócios afetados diretamente pela crise, é fato que o fim da liquidez dos mercados de crédito obrigou-as a rever seus processos de gestão. Algumas empresas desfrutam de situação relativamente confortável, outras ainda se esforçam para superar dificuldades cruciais, que implicam em revisão financeira e operacional.Não é uma situação generalizada, mas há organizações com pagamentos em atraso e mesmo em um quadro crítico de distress, sem capital de giro, o que compromete a credibilidade junto a bancos e fornecedores e reduz ainda mais suas possibilidades de recuperação. O enxugamento do crédito provocado pela crise financeira global é um sério complicador para essas companhias, que tentam renegociar grandes passivos. Elas precisam obter recursos a curto prazo para sobreviver às dificuldades imediatas e, ao mesmo tempo, promover a reconfiguração operacional e do modelo de gestão. Diante de tal gama de dificuldades, as empresas em stress ou distress buscam caminhos para estabilizar a situação e gerenciar a crise. “O primeiro passo é indiscutível: a companhia precisa gerir seu caixa de maneira a otimizar ao máximo os recursos e fazer frente aos compromissos de curto prazo. Contudo, o esforço deve ser acompanhado de um profundo diagnóstico das causas do problema, que podem exigir um novo planejamento estratégico de médio e longo prazos”, analisa Salvatore Milanese, sócio da KPMG no Brasil na área de Restructuring. Segundo ele, mesmo em situação crítica, há corporações que mantêm empresas, subsidiárias e unidades com resultados repetidamente abaixo do previsto ou arcam com custos tributários e administrativos desnecessários. Às vezes, a melhor alternativa é promover a reestruturação do negócio, com a venda de ativos considerados dispensáveis e de unidades de negócios excedentes.
Cash managementEm um momento de escassez do crédito, a gestão de caixa torna-se um ponto crítico para as empresas em dificuldades financeiras ou com desempenho deficitário. As organizações precisam usar de forma mais eficiente o capital de giro, para reduzir a dependência de dinheiro externo. “Em períodos de crise como o que vivemos recentemente, a gestão de caixa torna-se a prioridade número um das companhias. Um grande desafio é conscientizar todos os funcionários do que se deve fazer. E, na maioria das vezes, é o básico: antecipar receitas e reduzir saídas de recursos. Não é necessário que a gestão de caixa seja prioridade por um longo tempo. No entanto, isso é essencial em tempos de crise”, avalia Eoin Connaughton, sócio da KPMG em Londres e líder global em Restructuring.André Schwartzman, diretor da KPMG no Brasil na área de Restructuring, concorda: “Essa tem sido a lição da crise, a gestão de caixa deve ser uma ferramenta auxiliar no processo de decisões das empresas. Um processo eficiente de cash management pode otimizar a liquidez, intensificar as medidas de economia e abrir novas oportunidades de geração de caixa”, diz Para o diretor da KPMG, estabilizar a situação de uma empresa implica em uma fortíssima gestão de caixa – e a crise mostrou que esse não é um ponto forte da nossa cultura empresarial. A aplicação típica do cash management é evitar que a empresa fique totalmente dependente de linhas externas ou de novos capitais. E isso se consegue a partir do uso mais eficiente do capital de giro, com uma melhor gestão de recebíveis, contas a pagar e estoques, por exemplo. O desafio para os administradores é transformar a gestão de caixa em mais uma ferramenta de subsídio para a tomada de decisões corporativas. “É raro encontrar uma empresa com meta de disponibilidade de caixa, enquanto que todas trabalham com metas de vendas, de faturamento, de lucratividade”, exemplifica o diretor da KPMG. Outro problema é a falta de análise acurada do fluxo de capital de giro. Isso se deve à complexidade do cash management, que envolve muitas variáveis, como inventário e decisão de compras. O aprendizado para os executivos está em começar a avaliar o impacto de suas decisões no caixa da empresa. Uma venda que, em condições normais seria feita considerando-se apenas volume e margem, deve ser analisada sob a perspectiva do longo prazo e dentro do contexto de recuperação de investimento e do custo do dinheiro. “Às vezes, a margem é muito pequena e a empresa terá de realizar investimentos imediatos em capacidade adicional ou em giro, estoque, contas a receber. Quando tudo isso é cruzado com o custo do dinheiro adicional necessário para realizar a venda, vê-se que o resultado final será um prejuízo do ponto de vista de caixa”, ensina Schwartzman. Se, em momentos críticos, o cash management representa uma alternativa para salvar, viabilizar ou dar um grande fôlego para a empresa, em épocas mais amenas a gestão de caixa também traz benefícios às corporações, pela redução do uso do capital de giro. Mais que cortar, a gestão de caixa eficiente pode evitar a imobilização de dinheiro além do necessário em estoques ou contas a pagar, por exemplo. “O foco é chegar em pontos ideais, sem estrangular o negócio. A correta avaliação do estoque garante um giro bom sem empatar dinheiro em excesso, enquanto na tesouraria se pode negociar taxas de juros”, exemplifica André Schwartzman.
Fatores culturaisO descuido com o fluxo de caixa revela um aspecto negativo da cultura empresarial. São poucas as organizações que adotam o processo de cash management. “Normalmente, é uma área que não tem dono do ponto de vista estratégico da empresa. E não é só no Brasil. A cultura empresarial muitas vezes se reduz a receita e lucro. Raramente se pensa em caixa e gestão do fluxo de entrada e saída de dinheiro”, diz Salvatore Milanese. Eoin Connaughton completa: “Para se ter controle, é preciso entendimento das necessidades de financiamento. E isso requer uma previsão de fluxo. Uma gestão adequada também compreende um sistema correto de relatórios, o que ajuda na identificação dos drivers de valor na gestão de caixa”. Salvatore Milanese é sócio da área de Restructuring da KPMG e presidente do Comitê de Soluções Financeiras da TMA Brasil. André Schwartzman, diretor da KPMG no Brasil na área de Restructuring e membro do Conselho Fisca da YMA Brasil Eoin Connaughton é sócio da KPMG em Londres e líder global em Restructuring. |
Notícias na mídiaAgrenco não tem previsão para entregar balanços. Eventos TMA BrasilOne Day Seminar TMA Brasil Estão abertas as inscrições para o One Day Seminar TMA Brasil, que será realizado no dia 9 de Junho de 2010. A programação abrangerá temas chave, como: a importância da correta elaboração do fluxo de caixa; renegociação de passivos; revisão das estruturas de custos e despesas; administração de passivos e contingências fiscais e tributárias; questões trabalhistas; responsabilidade civil dos administradores e gestores profissionais; quando a RJ pode ser de fato uma boa alternativa. Dentre os palestrantes estão Associados TMA Brasil. Data e horário: 09/06/2010, das 8h00 às 18h45. Local: Auditório Pinheiro Neto, Rua Hungria, 1.100. Palestra James Sprayregen A TMA Brasil tem o prazer de disponibilizar palestra do Dr. James Sprayregen, um dos mais renomados advogados da área de reestruturação de empresas e sócio do escritório Kirkland & Ellis LLP, de Chicago. Dr. Sprayregen falará do financiamento para empresas em crise e ilustrar grandes cases internacionais. Data: 20/05/2010 Local: Em confirmação Prêmio TMA Brasil de Recuperação de Empresa Visando estimular a troca de experiências, apresentação e reconhecimento dos melhores casos de reestruturação e recuperação de empresas no Brasil a TMA Brasil instituiu o Prêmio TMA de Recuperação de Empresas, convidando todos os empresários e profissionais atuantes diretamente ou na assessoria à, governança, gestão e financiamento de empresas que tenham tido uma rica experiência que possa ser compartilhada, a inscrevê-las ao Prêmio TMA de Recuperação de Empresas. Inscrições on-line: http://www.tmabrasil.org/pt/eventos/premio-turnaround "Save the date" - II CongressoTMA Brasil Tema: O Papel da Recuperação de Empresas no Crescimento Econômico Data: dias 29 e 30 de novembro Outros eventosLançamento do livro Governança Corporativa na Recuperação Judicial – Lei nº 11.101/2005 Acontecerá 3a-f 04/05/2010 às 19h na Livraria Cultura, Av. Paulista, 2.073 – São Paulo. |
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